Avatar – A Polêmica

"Um artista não é menos artista por trabalhar numa tela de computador"

Já se foram dois meses que a maior promessa cinematográfica dos últimos tempos surgiu nas telas. O longa-metragem do renomado diretor James Cameron se tornou alvo de elogios e críticas. O maior oito ou oitenta em filmes que eu já tive o desprazer de presenciar – Por muitos considerado uma revolução gráfica com efeitos especiais de embasbacar. Por outro, um dos piores filmes da história; uma variação guerrilheira de Pocahontas com duas horas e meia de desculpa para um show de efeitos especiais.

Dentre humildes admirações de leigos e trabalhadas descidas-de-pau de intelectuais, Avatar se destacou no meio do entretenimento atual: Alcançou o cobiçado posto de película de maior bilheteria de todos os tempos (ultrapassando Titanic, obra do mesmo diretor) e de quebra, ganhou o Globo de Ouro em Melhor Filme do Ano.

Como dito num site de críticas, o título de gênio não se distribui aleatoriamente. O globo de ouro também não. Várias teorias furadas de plágio e o uso de clichês batidos tira realmente o mérito de um filme planejado quinze anos atrás, mas atirado numa gaveta por falta de tecnologia da computação gráfica? Um roteiro simples estraga um show visual que praticamente ofusca o grande cenário trabalhado por Cameron – A criação de um mundo, tal qual uma obra de J.J.R Tolkien: Criando seus nativos, seu idioma, sua fauna e sua flora?

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