Diário de Bordo: México – Parte 2

O segundo vôo, partindo da capital mexicana com destino ao Brasil Baronil, parecia tranquilo. Após a aterrisagem realizada com a sutileza de um hooligan irlandês, a estadia no aeroporto internacional da cidade do mexico e o embarque ocorreram tão bem que achei que não ia nem ter material pra fazer o segundo Diário de Bordo. Claro, eu estava enganado.

Fiquei feliz ao ver que meu corpo cabia praticamente inteiro no assento do avião. Quando me acomodava na cadeira, pediram-me para trocar de lugar com um garoto, para que ele pudesse sentar ao lado dos pais. Cedi e acabei por sentar duas fileiras à frente do meu grupinho, ao lado de uma família nipo-brasileira que parecia bem simpática.

Não sei se citei na Parte 1 mas vale lembrar: A menininha dos últimos três vôos estava atrás de mim. De novo.
Tirando o fato do capitão avisar que teríamos duas horas de turbulência logo após a decolagem e três mais após um tempinho de estabilidade, tudo estava conforme os ajustes.
Mesmo tendo cinco horas de um sentimento comparável à dirigir na estrada de Joanópolis, eu estava mais sossegado. O vôo prometia menos sofrimento dessa vez. Ou não.

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Diário de Bordo: México – Parte 1

As longas viagens aéreas na classe econômica são fontes clássicas de piadas e de historinhas para rodas de buteco.Eu já viajei muito e infelizmente, enfrentei muitos vôos, mas essa volta ao Brasil foi aterrorizante.
Encontrava-me cercado em todos os pontos cardeais conhecidos pelo homem. Seres que só seriam socialmente aceitos se lidos numa obra de Edgar Allan Poe.
O avião era uma legítima fauna: Desde bebês chorões à cariocas sem noção. E é só o básico. Quer entender o sofrimento mais expressivo numa viagem de três horas? O link pra terminar de ler é ali embaixo.

Dividi a trama pois, além de ter ficado extremamente longo para um post só, minha epopéia teve duas partes: A saída de Cancún para Cidade do México e dali para minha querida capital paulista. Conexão aérea é algo realmente irritante. Ambos os vôos foram dignos de parábolas bíblicas. Os fatos que me ocorreram beiraram o surreal.

Duvida? Clicaí.

Se essa postagem tiver uma repercussão bacana, criarei uma nova categoria chamada Diários de Bordo.

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