O Pequeno e Rápido Manual da Fórmula Um

[ Nota ] A corrida do fim de semana (GP de Melbourne – que foi às 3:00 da manhã, by the way) me inspirou a fazer outro post vagamente relacionado ao tema. Na verdade, é sobre o Galvão Bueno. Será épico.

Caralho, acho que essa é a primeira vez que comecei a postar num domingo. Eu deveria ter estudado ou no mínimo dormido, já que, mesmo tentando árduamente (lendo 1984, do George Orwell), não consegui atualizar o blog ontem. Anyway, escrever foi mais produtivo do que assistir Faustão ou Pânico na TV, portanto, vamos lá:

A foto é de 2008, mas tá valendo

Vocês já se perguntaram o porque de várias pessoas madrugarem até às 7:00 da manhã num fim de semana só pra ver uma corrida? Provavelmente não, mas se você nunca teve o prazer de assistir carros coloridos à 300km/h se chocando, não sabe o que está perdendo.

Pra quem tem o mínimo de interesse em carros, F1 é tão essencial quanto oxigênio. Esqueça o kart, a Stock Car e os autoramas. Depois das disputas de Dragsters, a Fórmula Um é a categoria automobilística mais admirada do planeta. Só não digo “mais admirada da galáxia” porque ainda tenho fé nos rachas de naves espaciais pelos Anéis de Saturno. Nos dias de hoje, a F1 supera todos os outros.

Por que?
Bem, vamos explicar, então, esse esporte que envolve emoção, velocidade e abusos claros dos princípios que fundam as Leis de Newton.

Começaremos do ponto mais chamativo dos carros: O design.
Um carro de F1 é mais complicado do que aparenta ser, portanto, desmembraremos adiante.

Use essa imagem como mapa na explicação. Aliás, imagine isto numa pista de corrida. Deve se destacar, né não?

As áreas traseira e dianteira de um carro de Fórmula Um são tomadas pelos spoilers; dobras aerodinâmicas, uma tecnologia similar a do avião, veja você. Por incrível que pareça, essas pequenas partes recebem um grande investimento para pesquisas e melhorias.

Ainda na parte exterior, há também os pneus, que são essenciais no desempenho de um piloto. Quanto mais espesso e ranhurado, mais atrito o pneu exerce, sendo assim, os mais grossos os utilizados em dias chuvosos, para impedir uma derrapada ou até mesmo uma tragédia. As corridas com clima instável são divertidas por essa razão: Diversos carros entram e saem do box de cinco em cinco minutos, variando suas rodas com a previsão do tempo. Se você sai na chuva com um pneu liso de corrida, não durará a primeira curva. Se fizer o caso oposto, será ultrapassado pelo Barrichello.

Próximo aos pneus, temos os freios! Rapaz, o que seria de nós sem os freios? Nessa área, a F1 é bastante parecida com os carros comuns que vemos engarrafados na Marginal Pinheiros: Também se apropriam de um sistema ABS de frenagem – aquele que se você arrancar do seu carro, seu espírito de porco, o miserável começa a soltar um ruído acutíssimo quando breca. Por favor não façam isso. É sério.

Pra fechar o sistema externo  – ou “visível”, acolha a nomenclatura que mais te agrade – temos a suspensão. Todos ouvimos o mecânico-borracheiro-entregador de gás nas horas vagas falar de suspensão, mas são raros os casos em que a pessoa realmente sabe do que o desfavorecido trabalhador está se referindo. Então, trata-se de um conjunto de molas que “absorvem” as irregularidades do terreno e mantém o carro estabilizado no chão. Simples, né?

Agora sim, adentremos a parte interessante.

Um piloto, por melhor que seja, nada fará com um motor de um Chevette entalado em seu carro. Eis que ingressam na história as equipes de Fórmula Um, responsáveis por toda a parte mecânica da máquina – principalmente, o motor. Este é comparável ao coração. É ele que impulsiona e movimenta o carro.
Tudo pode ser descartado para a locomoção daquele trambolho, exceto o motor. Seria como tirar a alma de um espírita ou citar os inúmeros massacres da igreja católica para um mórmon negro.

Um dos objetos mais importantes e mais esquecidos pelos amantes desse estilo de corrida é o KERS (Kinetic Energy Recovery Sistems), o que, à grosso modo, converte o calor gerado pelo ato de frenagem em energia, utilizada na aceleração. É o modo prático dos exercícios de energia potêncial e energia cinética que aprendemos no ensino médio.

E, para quem não sabe, a Fórmula Um não é composta somente de carros e de pilotos. Por trás de cada um destes, há uma enorme equipe, dividia entre os estrategistas – que analisam a corrida e mandam instruções para o piloto via rádio – e a equipe do box, que coloca a mão na massa: Os dez, doze homens que levantam o carro, trocam o pneu, reabastecem e preparam-no para voltar à pista em cinco segundos.

Chutemos a parte técnica para trás, falemos agora das, como diria Paulo Antunes, Regras do Jogo.

Significado das bandeiradas. Só tinha essa imagem do Wikipedia, do not complain

Cada ano nas corridas da F1 possui 19 GPs (Grand Prix – em francês pois a FIA [Federação Internacional de Automobilismo] é francesa e mantém sua sede em Paris) e cada circuito possui três corridas – uma de reconhecimento, que não vale nada em pontuação ou posição; a Pole-Position, ou seja, definição do grid de largada segundo tempo de um piloto em sua melhor volta e, finalmente, temos o GP, que vale pontos na tabela de classificação dos pilotos e das equipes.

Quando há um acidente na pista, o Safety Car (um carro regular) entra na frente da fila de carros da F1, proibindo a ultrapassagem até que o problema no asfalto seja resolvido e a corrda possa ser reiniciada.

Cara, tem tanta coisa pra se falar desse esporte que acho que não cabe em um post. Faltou muita coisa? Aparentemente não – enfim, acabo de me tocar que tenho prova de geometria amanhã, então, querendo ou não, ficará assim.

Ah, isso é bacana, não deixarei de fora: Uma curiosidade da Fórmula Um que é interessante de se ver é a evolução dos carros.
Quem diria que isso:


Se tornaria isto:

Eu queria ter um desses

Enfim, esse foi meu resumo comentado da F1. Foi uma boa idéia ou eu sou o único num raio de 20km que realmente gosta de corridas? Deixe sua opinião aí para chegarmos a uma conclusão!

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