MMORPGs de Responsa

Você já chegou da escola e se numa quarta-feira paulistana fosse, já teria degustado uma belíssima feijoada. Acabaram-se as lições, o texto já está no blog e o pijama que você usou por três dias seguidos repousa fétido no cestinho de roupa suja. E agora?

Ninguém deixou scraps no seu Orkut, seu FarmVille já está todo fertilizado e o Twitter insiste em meter a baleia na tua fuça. Que lhe restou? Qual será sua luz no fim do túnel (quase sempre alagado e/ou engarrafado na capital paulista)?

É nessas horas que você lembra daquela pasta “Games” que mofa no Drive C: de seu HP Pavillion desde 2004.
Ah, nobres joguinhos online: Desde o começo do século XXI nos salvando quando a pilha do Game Boy acabava ou quando seus amigos não podiam jogar RPG com você.

[Dúvida Pré-texto] Os jogos de play-in-browser contam como joguinhos online? Me refiro a Runescape, Adventure Quest e, bem, Farmville de certa forma. É válido? Se for, deixa pra outro post, né?

World of Warcraft

Talvez o Jesus dos MMORPGs, o maior aglomerado virtual de nerds que às tardes chuvosas já viram em seu período existêncial. WoW foi lançado pela gloriosa Blizzard em Fevereiro de 2004 e se encaixa, da melhor maneira possível, no termo Old But Gold, ou seja, mesmo estando ultrapassado em certos aspectos, sua qualidade como jogo é tão extrema que supera, ainda hoje, novos onlines de jogabilidade repetitiva e entediante.

Além de um certo pioneirismo, a franquia online da série lançada em 1994 (sob o título Warcraft: Humans & Orcs) também vence outros multiplayers por sua infinidade de mundos, de quests e de novos objetivos: Azeroth nunca deixará um jogador desmotivado, já que sempre haverão novos itens e equipamentos a ser adquirados, um ciclo vicioso extremamente bem trabalhado.

Único problema: É pago.
E se você considerar “vicío doentio” como um problema, acrescente-o à lista de Contras.

Dungeos & Dragons Online (DDO)

É um online perfeito pra quem não quer algo boring, nem viciante demais; ao ponto de sugar toda a sua pequena vida social. O jogo consiste na mesma ação de World of Warcraft: Um estilo de jogo RPG Action, um Hack and Slash com grande variedade de classes, raças e armamentos.
O online da franquia de tabuleiro mais famosa da Wizards of the Coast faz alusões nostálgicas e maravilhosas para os jogadores de D&D clássico, com as fichas e os dados.

Um fator interessantíssimo desse MMORPG é que, durante as quests, mensagens explicando a situação aparecem repentinamente, como se o Dungeon Master do jogo estivesse mesmo falando com seu personagem. Muitas idéias foram recolhidas do tabuleiro e adaptadas para um sistema multiplayer que, diga-se de passagem, tornou-se um dos mais bem conceituados no mundo online.

Em eras remotas, o jogo era grátis apenas até o level 4; alcançando-o, seria necessário uma conta paga para logar.
Hoje, o multiplayer se tornou gratuita para todos os players, sem a obrigatoriedade de pagar para evoluir.
Ah, e aproveitando a deixa, é o único dessa listinha (e de todo o universo) que eu ainda jogo casualmente.

Ragnarok Online

Eis um que já joguei muito na vida. Perceberam que eu citei, nos itens anteriores, uma jogabilidade diferenciada e não-enjoativa. Acredito que alguns se perguntaram: “Diferenciada de quê!? Qual é a referência?”. Esta é a referência, meus amigos.

Em grande parte do gameplay, sua maior emoção consistirá em dar dois cliques com o botão direito e clicar F2 repetidamente. Os personagens são muito atracados à seus atributos básicos, portanto, não se pode modelar a build de um personagem de maneira alternativa; tudo segue um padrão imutável durante sua aventura pela Midgard digital. Aliás, certas referências à mitologia nórdica pescam um pouco de excitação no RPG.

Gráficos atraentes e bem desenhados, porém, esse sistema de evolução imutável que não aceita bifurcações derruba todos os pontos positivos do jogo. A Gravity Corp. conseguiu muito público com Ragnarok, porém, sua grande maioria direciona-se aos servidores piratas, já que, antigamente, este online também fazia parte do grupinho dos games pagos. Hoje possui um novo servidor gratuito, mas muitos números já se deslocaram em direção aos caminhos alternativos do jogo.

Mu Online

O nome era a fonte de diversas piadinhas no tempo em que eu jogava, devia ter aproximadamente doze anos ou coisa do gênero. Do pouco que me lembro do jogo, o principal eram os gráficos. Um estilo em 3D com traços que se assemelhavam ao clássico Diablo, porém, com mais pontos negativos do que positivos.

Cores exageradas estragam o visual "dark" do jogo.

O sistema de combate consiste no mesmo do Ragnarok, com quase nenhuma ação necessária sobre o teclado. Mu também perde pontos importantes no quesito de versatilidade, já que possui apenas três classes gratuitas (que já estão inclusas com a raça – não há opção de escolha) para os usuários não-pagantes.
A inovação na construção de atributos do personagem é ainda mais inviável nesse online trazido pela Webzen – devido a inversátilidade dos personagens. O multiplayer que a Level Up! distribui aqui no Brasil aparenta totalmente adaptável a qualquer maluquice do jogador quando comparado à esse MMORPG de gráficos forçados, que mais parecem esboços de um quadrinista aposentado.

Tíbia

Já que começamos a meter o pau, este aqui é pra fechar com chave de ouro.
Acredito que todos já tiveram o desprazer de se envolver, de menira positiva ou negativa, com o bizarro mundo desse protótipo de MMORPG.

"Oh my eyes! MY EEEYES!"

O gráfico não é, de forma alguma, um quesito definitivo em um game, porém, o que esse online apresenta passa longe de algo que possa, na pior das hipóteses, ser considerado gráfico. Pixels mal constítuidos estragam qualquer chance de entretenimento que você, em teoria, poderia ter nesse jogo. Os jogadores apartentam andar deitados – Até uma aventura de programação básica em RPG Maker XP com uma engine para função online é mais prazerosa do que Tíbia. Um tiro de paintball no testículo esquerdo é mais prazeroso que Tíbia.

Não sei definir muito as características de constituição dos personagens, nem sei muito sobre raças e classes; provavelmente tudo isso foi ofuscado pelos pixels. Uma experiência de dor de cabeça única.

Acho que os importantes foram citados.
Faltou algum? Deixe aí nos comentários.

E, by the way, o que você acha: Disponibilizo no FAQ minha conta do DDO pros leitores? Melhor não, né.

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