Avatar – A Polêmica

"Um artista não é menos artista por trabalhar numa tela de computador"

Já se foram dois meses que a maior promessa cinematográfica dos últimos tempos surgiu nas telas. O longa-metragem do renomado diretor James Cameron se tornou alvo de elogios e críticas. O maior oito ou oitenta em filmes que eu já tive o desprazer de presenciar – Por muitos considerado uma revolução gráfica com efeitos especiais de embasbacar. Por outro, um dos piores filmes da história; uma variação guerrilheira de Pocahontas com duas horas e meia de desculpa para um show de efeitos especiais.

Dentre humildes admirações de leigos e trabalhadas descidas-de-pau de intelectuais, Avatar se destacou no meio do entretenimento atual: Alcançou o cobiçado posto de película de maior bilheteria de todos os tempos (ultrapassando Titanic, obra do mesmo diretor) e de quebra, ganhou o Globo de Ouro em Melhor Filme do Ano.

Como dito num site de críticas, o título de gênio não se distribui aleatoriamente. O globo de ouro também não. Várias teorias furadas de plágio e o uso de clichês batidos tira realmente o mérito de um filme planejado quinze anos atrás, mas atirado numa gaveta por falta de tecnologia da computação gráfica? Um roteiro simples estraga um show visual que praticamente ofusca o grande cenário trabalhado por Cameron – A criação de um mundo, tal qual uma obra de J.J.R Tolkien: Criando seus nativos, seu idioma, sua fauna e sua flora?

A criticada, e por muitas vezes ridicularizada, trama se passa no ano de 2154, onde a raça humana, em sua busca gananciosa, encontra um planeta chamado Pandora. Para os humanos, um estoque quase infinito de unobtanium, uma pedra avaliada em bilhões por quilo – um valor que ultrapassa até o investimento absurdo de Cameron em suas obras. O problema é que o selvagem planeta é habitado pelos Na’Vi, uma raça de seres azuis de feições felinas que alcançam 3,50m de altura.

O maior depósito de unobitanium é situado logo abaixo da Árvore Sagrada dos nativos, portanto, para evitar um conflito entre as raças, a doutora Grace Augustine gerencia um projeto denominado Avatar, que tem como objetivo inserir a consciência de homens em corpos híbridos, misturando o DNA dos humanos com o dos Na’vi, voltando à seu corpo humano quando dormem.
O fuzileiro paraplégico Jake Sully é convocado para o tal projeto, do qual seu falecido irmão gêmeo participava. Por possuir um DNA compatível, ele toma posse de um Avatar e ajuda os cientistas no reconhecimento do planeta. Jake não possuira nenhum treinamento para adentrar o corpo da misteriosa raça, tampouco dominava algo da língua nativa. Também cegado pela possibilidade de andar novamente, ele parte para a inexplorada selva de Pandora.

O fuzileiro é chamado pelo Coronel Quaritch, que pede à Jake que se infiltre nos Na’Vi, que aprenda seus costumes e aponte suas fraquezas para a inevitável guerra que estava por vir; Em troca, ele oferece uma cirurgia que fará o rapaz andar novamente, mas em sua convivência com os nativos, Sully se apaixona por Neytiri, uma Na’Vi que é encarregada de ensinar ao soldado os costumes daquela civilização, e acaba em dúvida de qual lado ele realmente pertence.

Parece mesmo tão ruim?

Avaliado pela visão estética, não há quem dúvide, gostando ou não, que é uma experiência nunca antes vista numa tela de cinema. Um espetáculo, ainda mais em 3D. Tendo o visual como foco da obra, não se pode querer um roteiro de qualidade equiparável à um filme de Almodóvar.
A captação de movimentos das personagens digitais foi trabalhada com tamanha competência que nos dá a sensação de ver um ator maquiado. Pandora nos deixa de queixo caído com suas plantas exóticas e suas feras extraterrestres. Não fosse o exagero em sua ficção, quase acreditamos que o misterioso planeta é real. E o exagero não foi só na aparência: O mais novo xodó de Cameron teve US$: 500 milhões de dólares investidos nele.

Avatar possui um roteiro bom. Nada mais do que isso. É um clichê e, sim, lembra Pocahontas – talvez com uma pitada de Smurfs.

Sua divulgação foi muito pesada e, por um roteiro fraco, é explicada a decepção de muitos. Um marketing agressivo trouxe um público imenso e Avatar definitivamente não é uma criação que agradará a gregos e troianos. Também passa longe de ser alvo de críticas embasadas para um objetivo único de esculhambar o filme.

Futuramente, será um blockbuster. Será um filme memorável por iniciar uma nova tecnologia da indústria cinematográfica. Classificando-o pelo roteiro, encontraríamos numa prateleira do corredor de Blu-rays infatis dos Wal-Marts.

Finalizando, Avatar traz uma mensagem de colonização, de frieza do ser humano que é clichê, mas ainda sim é bem explorada. Assistam o filme como uma criança, passem pra trás os quesitos de roteiro e de superficialidades. Não dá pra notar o quão fantástico é o que filmes como Avatar preparam para o futuro?

Bibliografia: Nerdcast 193 & Cinema com Rapadura
Idéia do post: Nipooo

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4 Respostas

  1. mêses não tem acento(assento?asento?)

  2. azuiz?

  3. enfiiiiiiim….ótimo post cara, não vi o filme mas agora vc me dexo afãs

  4. Muito bom cara,
    continue com esses textos modafocking divertidos e informativos, assim se tornara um bom filha da puta(leia-se critico)

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