Papéis & Idéias

Duas coisas que, para mim, tem mais atrito do que um bloco de 1000 newtons numa superfície ranhurada. Leia-se “mais atrito do que uma coisa com muito atrito”.

Vídeos, canais de Youtube, filmes caseiros, animações stop-motion, sites, games e até livros (!) fazem parte do meu enorme arquivo de trecos que até hoje não saíram do Microsoft Word ou do bloquinho de notas que eu completo na aula de geografia ou enquanto estou cagando.

Pelo jeito, minha dificuldade em iniciar projetos é totalmente equiparável a minha incapacidade de mantê-los

Preparem-se: Lá pela metade deste ano de 2009, eu e um amigo começamos um projeto chamado Tira-Teima, um canal com diversos vídeos de entrevistas engraçadinhas com o povo na rua. Certo, no começo foi um pusta entusiasmo, viravamos a noite fazendo e refazendo os roteiros, inovando piadinhas e treinando as falas, pra não errar na frente dos desconhecidos – o que claramente aconteceu. Chegamos a fazer o episódio piloto e, diga-se de passagem, ficou foda. Prestigíe:

Animamos demais, mas por algum motivo que só o Oráculo poderá esclarecer, brochamos com a idéia. Talvez porque tenha sido apoiado pelo colégio, fato que me firmei consistentemente contra, já que haveria pressão do Núcleo de ÁudioVisual e prazo estabelecido para as gravações saírem. Yup, a gente podia ter conversado sobre o esquema da “pressa e pressão”, mas eu sou pentelho a ponto de querer um projeto independente e, convenhamos, a edição e trabalho gráfico que a escola proporcionou foram fantásticos. Eu sou um incompetente, uma chance ótima perdida por receio de trabalhar na pressa. Apesar de ainda querer sair pra gravar na Av.Paulista, conversando com o pessoal e tudo mais, insisto em fazer do meu jeito: Má e porcamente. Por que? Vai saber.

Vamos passar, a história do Tira-Teima me entristece. Era um projeto que parecia tão bacana e odeio vê-lo desperdiçado. Vamos ao meu livro. Ou conto. Chame do que quiser.
Eu juro que colocaria aqui, exatamente transcrito com todos os verbos e adjetivos originais, mas eu troquei minha paliçada medieval por um computador decente, e advinhe se eu fiz um backup do primeiro capítulo, juntamente com toda minha biblioteca do ITunes? Exato. Mundo maldito.

Do pouco que me lembro do prólogo, era um mundo pós-apocalíptico (claro) e se passava no campo de recrutamento da GIGN (um tipo de SWAT francesa), em Bourdeaux. Envolvia um soldado americano e um general parisiense filho da puta. Nenhuma novidade, mas escrever aquilo foi uma experiência divertida. Outra coisa que se encaixa no contexto são as Crôniocas Aleatórias do Wikipedia. Uma tática criada por um amigo meu (o dono deste blog) que consiste em realizar sete pesquisas aleatórias na Enciclopédia Digital e criar uma história – especificamente, uma crônica – de sete capítulos, revelando um item pesquisado por vez, capice?
Me utilizei desta estratégia em duas ocasiões. Na primeira, a parada se prolongou até o terceiro capítulo, no fatídico dia em que o personagem principal da história, um maestro chamado Osvaldo Colarusso, descobriu o conto e comentou emputecido  no blog. Não o culpo por ficar irado, era um conto muito bizarro. Entenda o rolo todo aqui (Blog Tamarindis). Na segunda tentativa, fiz dois ou três capítulos meio nas coxa, e acabei desencanando. Disseram que tava legal, mas eu achei um dos meus piores textos. Se quiser ler, clicaí.

A forte inclinação ao fracasso não para por aí: Desde meus pimpolhos 7 anos (perto da época em que comecei a blogar no UOL) eu tento fazer videozinhos no paint, somados aos meus dons divinos com o Windows Movie Maker. Normalmente, esses curta-metragens malfeitos são impulsionados pelas frequentes quedas de internet que minha residência – vítima do provedor da Telefônica – sofria. Os stop-motions variavam. Inspirei-me num vídeo feito desse estilo, que envolvia uma explosão nuclear e dois cowboys (stickmans). Fiz várias lutas de stickmans estilo mortal kombat e até uma historinha de RPG, onde os personagens, para a surpresa de todos, eram stickmans. Já tentei fazer isso com fotos, mas nunca tive paciência de editar e colocar na rede. Se eu conseguir completar algum desses vídeos, faço um update aqui.

Entre minhas últimas tentativas de vídeos cômicos, eu e outro amigo (possuídor desde blog) queríamos criar um canal de vídeos que tirasse sarro de alguns programas bizarros da Discovery Channel, do tipo: Assombrações e Survivorman. Tenho os fragmentos não-editados na minha Lumix de 8 megapixels, que me fazem chorar como um bebê epilético toda vez que os vejo. Farei um update aqui também, assim que editar os pedacinhos e colocarei o troço pronto aqui.

Minhas mais atuais derrocadas envolveram programação e criação de joguinhos : Lá pra 2002 (Tenho 15 anos, use a matemática, ao menos uma vez) realizei meus primeiros esboços no RPG Maker 2000. Depois de me cansar de produzir a mesma coisa, já que aquele programa tem a versatilidade de um cano de aço inoxidável, migrei para o Game Maker, onde fiz o meu clássico, Burn The Duck: Ao melhor estilo Space Invaders, onde seu objetivo é queimar todos os patos!
Hoje em dia, uso o Multimidia Fusion 2 e insisto no RPG Maker Vx. É divertidinho, e o Burn The Duck 2.0 (feito no MMF 2) será updateado aqui também, junto com os vídeos prometidos – o que necessariamente não implica que serão cumpridos!
Cursarei, neste próximo ano de 2010, Flash, Darkbasic, Javascript, html e photoshop, para criar algum game que tenha um fim – e seja decentemente programado. Levem isso como promessa de fim de ano. Aproveitando a deixa, criem expectativas de meus próximos jogos e do futuro layout do Nostalgia Futurista. É capaz de sair algo bom (E completo!).

Só concluo com isso que meu pioneirismo à projetos quais não me dedico veio na minha inocente infância. Eu culpo meus pais por não conterem a hiperatividade pirralha me levando pra jogar bola ou fazer outra atividade comum. Ao invés disso, ficava assistindo Star Wars – Episódio IV, veja só no que deu!

Por hoje, só me resta lamentar.

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